Rodrigo Carrijo

Minhas meditações sobre a Palavra de Deus e vida cristã

Sempre me perguntei se é mais difícil ser crente hoje do que há décadas ou mesmo séculos atrás. Reconheço que cada período da história trouxe seus desafios próprios e que os crentes de todas as eras enfrentaram as artimanhas malignas de seus "presentes séculos" conforme elas se apresentavam. Além disso, estando o pecado impregnado em nossa própria natureza, prefiro crer que a luta por uma vida de santidade tenha tido sempre a mesma intensidade no coração dos crentes piedosos ao longo da história.

Ao mesmo tempo me parece que com o passar das eras o homem foi criando formas cada vez mais sofisticadas de cometer os mesmos pecados de todas as gerações passadas desde a queda. Pensando em nossos dias, todo o desenvolvimento tecnológico ocorrido nas últimas décadas e que tem estado cada vez mais acessível e presente no dia-dia das pessoas, traz não só os benefícios próprios das tecnologias mas também uma gama de novas formas de utilização destes recursos para cometer os velhos pecados de sempre.

Chama a atenção hoje em dia a facilidade com que se infringe o oitavo mandamento - "Não furtarás" - com o auxílio da tecnologia. Nomeadamente, pirataria. E trato aqui mais especificamente da pirataria digital, que envolva qualquer meio digital para sua criação ou difusão.

A prática da distribuição não autorizada de material intelectual protegido por lei, sejam músicas, livros ou programas de computador, para citar apenas alguns itens, tornou-se extremamente facilitada pelas diversas tecnologias que permitiram:

- separar o conteúdo (música ou texto, por exemplo) de sua mídia ou suporte físico (CD ou papel);

- reproduzir indiscriminadamente o conteúdo (desde cópia de fitas K7 até a cópia de arquivos mp3, ou xerox de material impresso);

- a facilidade de difusão ou distribuição do conteúdo, seja pela venda de cópias de CDs e afins, ou pela distribuição em meio digital de arquivos de música, vídeo ou texto.

Some-se a isso a crescente facilidade de acesso aos meios digitais de troca de informação e a morosidade da legislação brasileira em avaliar as implicações legais de tais práticas. O resultado de todos estes fatores é o que vemos hoje: a consolidação da pirataria como uma prática comum, amplamente difundida entre a população e suportada por tecnologias acessíveis a grande parte das pessoas.

E como o crente atual tem se posicionado em relação à pirataria?

Mais sobre este assunto no próximo post.
Abraço!

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